Mastodon / fediverso e idiomas

Depois de 48 horas, terminou a enquete que eu coloquei no Mastodon para saber se as pessoas seguiam perfis que publicavam conte√ļdo em idiomas diferentes daqueles que elas falam nativamente. Foram 4255 votos e 792 compartilhamentos. O alcance que esta enquete teve superou qualquer expectativa que eu poderia ter. Com apenas pouco mais de 650 seguidores quando comecei a enquete, ela chegou a quase sete vezes o n√ļmero de pessoas que representam a minha audi√™ncia potencial inicial na plataforma.

Para além da questão do alcance, os resultados da pergunta de minha enquete foram bem interessantes. Para muitas pessoas que responderam e comentaram isso parece óbvio e algo que nem precisava ter uma pergunta para saber. No entanto, uma coisa parece passar desapercebida para a maioria das pessoas quando o assunto é a plataforma Mastodon e o fediverso no geral: como o mastodon / fediverso não recebe interferência algorítmica no processo de seleção e sortimento dos posts e na montagem dos feeds, aqui temos mais acesso a postagens de pessoas que escrevem em outros idiomas.

Em plataformas com interferência algorítmica, como as plataformas comercialmente exploradas, isso acontece o tempo todo. Assim, naqueles espaços, o que acontece é que Рmesmo que você opte por seguir uma pessoa que escreve em outro idioma Рos algoritmos de sortimento e exibição de postagens operam para que você não veja estas postagens ou veja menos postagens de idiomas que não são o seu idioma nativo. Os algorirmos partem do pressuposto de que você fala apenas o idioma de seu sistema ou aquele que você sinalizou interagindo nas primeiras postagens que você viu na plataforma quando começou a utiliza-la (claro que sinais como localizaçào geográfica do aparelho e a localização declarada do endereço IP associado a você quando criou seu cadastro interferem também; são muitos os sinalizadores).

Em plataformas que n√£o s√£o manipularas por algoritmos, como o Mastodon, isso n√£o acontece. Assim, se voc√™ opta por seguir cinco perfis de pessoas de cinco pa√≠ses diferentes que postam suas publica√ß√Ķes em cinco idiomas diferentes, voc√™ vai ver tudo o que estas pessoas publicam. Isso muda de forma substancial as possibilidades de intera√ß√Ķes com diferentes pessoas e as eventuais rela√ß√Ķes que se constroem nestes ambientes. Foi para tentar descobrir como as pessoas se relacionam com este conte√ļdo que eu fiz a enquete.

Agradeço enormemente a todos que responderam e participaram! Aprendi muito com os comentários e os relatos de uso.

Vamos continuar usando o Mastodon / fediverso para conhecer mais pessoas e mais ideias legais e encurtarmos as dist√Ęncias, inclusive removendo as barreiras de linguagem!

O Mastodon (na verdade, o fediverso) é o lugar para estar

Eu uso plataformas sociais desde que elas apareceram. Estou conectado e postando h√° mais tempo do que gosto de admitir.. ūüôā

Confesso que meu entusiasmo pelo Mastodon (e pelo fediverso, claro) só aumenta a cada dia.

Hoje pela manh√£ eu tive a ideia de perguntar para as pessoas que me seguem (pouco mais de 650) no Mastodon se elas seguiam pessoas que falam / postam em outros idiomas que n√£o o seu idioma nativo (link para o post). Quis saber isso porque eu interajo bastante com pessoas que falam outros idiomas na plataforma. Queria saber se meu caso era comum.

 

Nem nos meus sonhos mais ousados eu conseguiria este alcance e este engajamento em outra plataforma. Eu tinha mais de 1300 seguidores no Twitter quando apaguei a minha conta e j√° cheguei a ter mais de 800 seguidores no Instagram.

Nunca, jamais, qualquer postagem minha naquelas plataformas chegou perto disso. No Mastodon eu tenho pouco mais de 650 seguidores e esta minha postagem recebeu mais de 230 compartilhamentos e a enquete mais de mil e duzentos votos em cinco horas.

O mastodon e o fediverso s√£o o lugar para estar. Olha que eu n√£o vivo de produzir conte√ļdo. Imagino que a coisa seja ainda mais bacana para quem trabalha com isso.

O potencial é gigantesco.

Feliz aniversário, Mihály Csíkszentmihályi!

Hoje o Doodle do Google √© em homenagem ao 89¬ļ Anivers√°rio de Mih√°ly Cs√≠kszentmih√°lyi.

Este autor foi muito importante para mim quando eu ainda estava cursando o mestrado. Aprender sobre o Flow naquele momento foi crucial. Depois disso, virou figurinha garantida em minhas aulas. Além do Flow, recomendo muito o livro The meaning of things.

So I am back at using Firefox

As previously said my browser usage could change and I am not ashamed of it.

Last week I decided on going back to Firefox as my daily / default browser.
The main reason was not ideological. The thing that made me switch back to Firefox was one particular extension / add-on: Firefox Multi-Account Containers.

So my decision was purely based on my need to be logged in into three Microsoft accounts simultaneously: one for my personal OneDrive storage (unfortunately I have not yet found a better and cheaper solution for my family’s cloud storage needs) and two different accounts for my work (for some strange reason my employer decided it would be better to keep academic relations and administrative tasks running on two separated Teams instances. It is a nightmare but it seems I am the only one who thinks so).

The only manageable way to deal with this mess was to use this extension / add-on. And it work flawlessly. This plug-in is so good I completely ignore the lack of PWA support in Firefox just to access the set of benefits it provides me.

So here it is: I am back at using Firefox as my one and only browser and it is working great. I set up sync and now am using it in my phone and in both my computers. Performance is as good as in Brave and Vivaldi.

Also, participating in Teams meetings improved a lot in Firefox. The interface for using Teams in a Firefox window resembles a lot the experience I have when using the native desktop app. It is significantly different than using it in a chromium browser so I guess that’s another point for Firefox.

I must also say that one minor annoyance I had related to Firefox has a workaround and it makes using Firefox visually better now.

The positive side effect (is this such a thing?) is that by using Firefox I support an alternative web; the one I believe. So no negative points at all. PWAs are nice, but this is better. For now.

A transformação digital aconteceu em 1997

Outro dia eu li no Mastodon (agora praticamente a √ļnica plataforma social com caracter√≠sticas mais assemelhadas a rede que tenho usado) esta frase e o conceito ficou bem marcado.

De fato, a transformação digital já aconteceu há tempos.

Entretanto, infelizmente, neste ano de 2023, ainda temos empresas, gestores e pr√°ticas que evidenciam que h√° um enorme atraso em trabalhar a quest√£o digital nas pr√°ticas empresariais.

O exemplo de hoje é emblemático. Veja a imagem abaixo e preste atenção nos horários das mensagens.

Estamos vivendo um contexto bem interessante e animador para implementação de multiplos canais convergentes de comunicação, atendimento e, claro, de vendas.

O WhatsApp se mostra como um grande trunfo para empresas agilizarem processos e inclusive realizar vendas de maneira personalizada e √°gil.

Entretanto, práticas e implementação de sistemas com poucos recursos ou uma operacionalização deficiente podem atrapalhar mais do que ajudar no processo. O ocorrido comigo que está ilustrado na imagem que mostrei acima é um exemplo de algo que não deve acontecer. Jamais.

Por mais que o dia esteja atípico, uma espera de mais de 4 horas para realizar um atendimento digital é algo realmente que afasta o cliente deste canal e, talvez, até da marca.

Colocar o atendimento via WhatsApp √© algo que deve ir muito al√©m de implementar um bot para coletar os dados dos usu√°rios e direcionar as mensagens para um atendente real. √Č preciso que este atendente real tenha a estrutura e o acesso a recursos para colocar este tipo de atendimento em p√© de igualdade com o atendimento que o consumidor teria se estivese presencialmente na loja.

Nesse sentido, h√° que se pensar tamb√©m em uma equipe que n√£o seja reduzidade pessoal de atendimento, bem como este pessoal precisa estar equipado com acesso a sistemas de estoque para consulta e informa√ß√£o para fornecer ao consumidor os dados mais atualizados. De maneira complementar, este pessoal de atendimento precisa fazer parte de uma equipe integrada de vendas que receba os mesmos treinamentos e acesso √†s mesmas informa√ß√Ķes que os demais profisionais de atendimento t√™m acesso.

Ou seja: a transformação digital, de forma efetiva, já ocorreu há muitos anos. Gestores precisam compreender que se estão com este assunto em pauta no dia de hoje, estão muito atrasados e precisam agir com grande esforço para tentar reverter a situação de défcit.

About browsers and my particular use

I’ve been using a combination of Linux on my computers and iOS on my cell phone for a few months now. Previously, when I used the macOS operating system on my computers and iOS on my cell phone, it was a pretty easy choice. I used Safari and lived my life.

However, when I started using Linux on my computers, a new demand appeared: I needed a web browser that would synchronize tabs between the two systems and that wouldn’t compromise my computers’ RAM.

Remembering that I migrated to Linux on computers because my equipment is older (a 2012 MacMini and a 2015 MacBook Air) and the Apple system I used on them was no longer supported (specifically for the Mac Mini).

After installing Linux Mint (Debian Edition) on my computers, I noticed that the system was much more responsive and adapted well to older hardware. Right off the bat, I got to keep the default browser (Firefox) and it was doing fine. I used Firefox a lot on my Mint (Debian based version). The multi-account-container plugin is excellent.

However, a few things caused it to flash a red light in my use with Firefox:
– Firefox’s RAM memory consumption seemed high to me and the computer’s performance was below expectations.
– Firefox’s support for MS Teams (which I use for work) is below par. Joining a meeting or teaching a class with Teams in Firefox is impractical.
– Firefox doesn’t support PWAs and I really like using some websites as apps. As examples, I mention Simplenote, WhatsApp and MS Teams itself. I prefer to use these services as PWAs. I know that there is a Teams application, for example, for Linux, the performance is very bad.

Therefore, after much consideration, I decided to switch to a Chromium-based browser, as they would meet my demands (tab synchronization, performance and PWA support). My automatic choice was Vivaldi. It has everything I need (especially since the trial version for iOS was recently released). I started using this browser.

After a period of using Vivaldi, which is very good, by the way, I found myself a little frustrated with the fact that, precisely because it is still in an experimental period on iOS, I cannot set it as the default browser on the system , which always gave me some headaches because it doesn’t open links from other apps natively (because it’s not the default browser).

In that sense, I ended up migrating to Brave.
Both (Vivaldi and Brave) are very good. Brave did better because the way they implement support for PWAs seemed more interesting to me. In addition, it has the ability to be set as the default browser on the cell phone (with iOS).

This way, my usage was optimized with Brave on all devices and a series of services / websites running with PWAs. One thing to strongly consider is that there is no Chrome extension that comes close to the Firefox plugin for multiple accounts in containers.

This was something I had to balance and I decided to go with Brave.
Brave has that crypto-related issue, but just remove all mentions of crypto stuff from Brave via settings and life goes on. Also it has really nice support for using TOR and an included .torrent client (the latter doesn’t work 100% well, I must say).

Still on Brave, I must register that I know about the controversial issues about Brendan Eich’s attitude towards the LGBTQIA+ community, but I needed to prioritize using a browser that has good support for my demands (being the default on iOS and Linux), who could run MS Teams and who had a good way of dealing with PWAs. It’s quite possible that when Vivaldi becomes available outside of Testflight and can be set as the default browser on iOS, I’ll end up revising my choice.

Anyway. Although choosing apps is something very personal and subjective, here’s my story. I hope it helps someone who is with similar demands.

Ainda Sem Nome… 6 anos se passaram

Hoje √© dia 27 de junho de 2023. H√° exatos seis anos era publicado o epis√≥dio de n√ļmero 135 do podcast Ainda Sem Nome. Este acabou sendo o √ļltimo epis√≥dio do podcast.

O Ainda Sem Nome nasceu em 2011 e foi um projeto muito legal que conduzi com o Felipe Menhem, que anos antes havia sido meu colega de trabalho quando eu trabalhei em uma produtora web entre 2002 e 2003. Acabamos ficando amigos e resolvemos prosear um bocado sobre o que vivíamos no fabuloso universo da comunicação digital.

O podcast nos trouxe muitas alegrias e aprendizados. Foi intenso e bastante divertido. Chegamos a fazer algumas pausas porque eu precisei terminar minha tese de doutorado e também porque em outros momentos apenas ficamos de saco cheio.

Durante os mais de seis anos e 135 edi√ß√Ķes que fizemos muita gente bacana passou pelo Ainda Sem Nome e muita coisa legal foi discutida. Criamos uma pequena comunidade que sempre escutava os epis√≥dios e colaborava com sugest√Ķes de pauta e feedback sobre como est√°vamos tocando a coisa.

Desenvolvemos novas habilidades de produ√ß√£o, transmiss√£o, grava√ß√£o e edi√ß√£o de √°udio e v√≠deo que s√£o √ļteis at√© hoje. Enfim, √© um projeto pelo qual tenho grande carinho.

Tanto que, coincidentemente, exatamente no dia de hoje, terminei de colocar todos os episódios em meu canal no YouTube, para fins de backup. Você pode conferir tudo o que foi feito na playlist que criei (e reproduzo aqui embaixo) e  também no canal oficial do Podcast, que o Felipe está publicando também. Há muitos episódios que são atemporais.

PS: Revendo os episódios para colocar no YT eu vi que foi em maio de 2017 que falamos do Mastodon por lá. Foi bem bacana. Já naquela época falamos também de fake news e da revolução da transmissão esportiva no site de vídeos do Google.

Back to using Linux (now on Apple hardware)

Since 2016 I have been using Apple computers.

Until then (more precisely from 2006 to 2015) I was a Linux user ranging from Ubuntu to Mandriva and ending up with CrunchBang, which had been the last distribution I used.

In 2016 I decided to set up a studio and sell professional video services. During that time I used Windows. The experience didn’t last a year (both the company and my brief return to Windows, which had been my day-to-day system since I started using computers more seriously in 1995). Well then. It was then, in 2016, that I started using Mac.

I was already frustrated with the planned obsolescence of Android phone devices and decided to buy an iPhone after frustrating months using Windows Phone (when I said that I migrated to Windows when I started the company, I changed everything to Windows and it was a huge pain) .

Upon purchasing the iPhone, I was amazed at how comfortable the system is to use compared to my previous Android experience. It wasn’t long before I decided to give it a try and switch all my computers to Apple computers.

These are the computers I use to this day. I have a 2012 Mac Mini, which I bought used, and a 2015 Mac Book Air, which I bought new in 2016.

The first thing I noticed is that, just like the experience of using the cell phone with the Apple system, using the computer had become an excellent experience. So much so that later I also decided to buy Apple computers for my family.

Things work out the way you expect them to work. Things are where you expect them to be and everything is very smooth. It seduced me instantly. Things just work. That is great. There’s a price to pay for that, but I thought it was well worth it because the experience with the other systems I’ve used in the past always left something to be desired.

However, I decided to try new things in this year of 2023. The big motivator for this was my Mac Mini from 2012, which is still working perfectly, but which has not received operating system updates since macOS Catalina. Until then, so good. Catalina is an excellent system and I was very satisfied. However, in November 2022 this version of the operating system stopped receiving updates, which puts my system at risk. Then I spent some time thinking about what could be done… I could spend a good amount of money and buy new Apple computers, or I could try to change again.

Since money doesn’t grow on trees, I decided to try something new. I must say that I am quite satisfied with the choice.

I had heard great things about Fedora and decided to try installing it on one of the computers my kids use (a 2011 Mac Book Pro). Everything worked perfectly once I did the installation connected to the internet via cable and after a few initial updates the system recognized the WiFi as well as the Bluetooth. With the test done, I decided to also put it on my desktop and everything worked very well. With Fedora running on my desktop, I decided to update macOS on my Mac Book Air to the Monterey version. Only something was bothering me. I don’t think I do very well switching between different systems on my desktop and my laptop. So I decided to test something even cooler: put Linux on the 2015 Mac Book Air as well.

But then I started thinking about the limitations of this hardware and that put me off a bit because Fedora uses Gnome and this is not the lightest system out there.

It was then that I decided to follow a tip that came from Mastodon: why not Debian? Studying a little I saw that Linux Mint has a Debian-based version that could be a good option. And it was.

First I tested it by placing it on my desktop (2012 Mac Mini) and everything worked perfectly. Cinnamon is very comfortable to use and the whole system feels very smooth. I decided to try it out on my Mac Book Air as well and today I have the same operating system on both computers again, which makes my life a lot easier.

Linux Mint Debian Edition is excellent, exceeding all my expectations. Things work great and I haven’t faced any serious issues so far.

There are, of course, two or three things that bother me a little. The first is that there is no native client for OneDrive (my cloud option since 2016, when I used Windows), and that made me have to buy InSync and so far, so good. What sucks is that InSync doesn’t have the same operating logic as the default OneDrive client. It gives me a bit of a headache because either everything is in sync or it isn’t. There isn’t that nice option in OneDrive’s default client of showing the document but only downloading it from the cloud when I click on it to use it.
The other thing that annoys me a bit is how fast the track pad and scroll work on Linux. For me this is too fast and bothers me a little. I haven’t found a place to adjust this yet, but it’s something I can live with.

Finally, one thing that annoys me a little is that I’ve spent so much time using Apple’s shortcuts that now I’m always hitting the Command key in Linux when it’s actually the ALT or CTRL key I need to access. This last question is of course not a Linux issue but mine ūüôā

Well, anyway, it’s important to point out how much I’m enjoying the experience of using the Linux Mint Debian Edition but also to send a compliment to Fedora, which is the system that is still being used a lot on my kids’ computers.

The evolution that has occurred with Linux systems since I stopped using it in 2015 until now, when I resumed using it in 2023 has been brutal. Everything is very nice and very comfortable to use. Including, I must say that my Mac Book Air is much better. One thing I’ve noticed and I can’t quite explain why is that when I connect this computer to teach on the university’s projectors, the projector’s screen resolution is better with Linux than it was with macOS. In addition, the process of sharing my cellular connection with my laptop for work away from home is also much easier. Amazing that doing this using the laptop running Linux is easier than it was before when the computer was running macOS.

Anyway. Testing new things is always good. Running Linux is always good. Using Apple (intel) hardware with Linux has proven to be excellent.

The challenge of platforms, governments and societies

This post was originally written in PT-BR and published last april. It has now been translated to EN.

The text published in The Intercept Brasil on March 31 reflects on the case of YouTube vetoing the promotion of the video of episode n¬ļ 139 of the Tecnopol√≠tica podcast.

Both the text and the video are quite interesting and I recommend that you pay attention to what is there.

Watching the video, I was reminded of points that had already been indicated in a text published in 2019 that deals with the necessary reflections on social platforms and what we do with them. Although the 2019 text mainly addresses Facebook, I believe that reflection can be dealt with in order to understand what happened and was reported in the video/podcast by Tecnopolítica and in the text by The Intercept Brasil.

We adopt social platforms as an important part of the dialogical dynamics that occur on the internet. We make use of these platforms as if they were part of social structures inherent in the forces of corporate financial interests. Only they aren’t. The platforms serve the interests of the companies that maintain them.

We are so used to living our lives considering that ‚Äúeveryone is on twitter / facebook / youtube‚ÄĚ that we forget that these spaces are not public spaces. As said, they are private applications that belong to commercial institutions that exploit them hoping for a financial benefit. As such, they follow rules and act in accordance with the interests of the companies that control them.

Does this mean that platforms and companies are essentially evil and that we should avoid them? Obviously not. If it weren’t for platforms and social media, many of the benefits and social movements we’ve witnessed in recent years would not have gained the dimension they did or even would have occurred.

A long way to go

We must not regard platforms as exempt or neutral. The myth of neutrality must definitely be debunked (this text by the CHT is very interesting in this sense). We need to overcome this idea / utopia of neutrality (whether from press vehicles, governments and, of course, corporations).

The next step will be to overcome the idea that ‚Äúsince they are not neutral, these entities are evil‚ÄĚ. It’s not like that either. The important thing is that we ‚Äď as a society ‚Äď manage to see these entities as what they really are: the materialization or operationalization in actions of interests of groups of people.

In this sense, it is to be expected that governments, in theory, will come to represent broader interests, which aim at the good of all those who are represented by them. Specific interests, linked to financial gains, are what drive company actions. Knowing that they are companies that create and maintain social media platforms, this becomes simpler. Likewise, they are companies that control and guide the actions of communication and media companies.

Concluding?

They are all defending interests. As citizens, we can interfere in the process by choosing well our legislative and executive representatives who will work to defend our (society) interests, creating the rules and working to guarantee the execution and compliance with these rules.

This leads to the fact that it is up to legislators to create the rules that will guide and regulate the actions of companies and governments to act to ensure that they are complied with. In the specific sense of what I’ve been dealing with here, regulation applies to media and communication companies and, of course, to social platforms. Regulation does not mean and does not imply censorship or even curtailment of freedoms. I understand that they should be mechanisms that guarantee a clearer functioning of the activities in which these institutions are involved.

If we choose the legislators and our representatives in the executive branch well, we (society) will have more chances of a better future in this regard.

At the other point are the companies and commercial entities that, when the set of regulations is established and in operation, must adjust their operation and develop internal policies to deal with issues that have impacts on the societies in which they operate.

If there are no sets of norms and rules that establish the boundaries of the actions of commercial institutions, these will create their own rules, resulting in developments that will not necessarily please or even meet the interests of societies. Commercial entities, in turn, need to act in a way that reconciles their interests with those of the communities they serve.

Você já está no Mastodon?

Em 2017 eu fui apresentado ao Mastodon. Como a maior parte das pessoas, a primeira impress√£o que eu tive (e, francamente, praticamente todo mundo fala assim) era a de que o Mastodon seria ‚Äúapenas‚ÄĚ uma alternativa ao Twitter. Ainda mais depois das pataquadas proporcionadas pelo recordista mundial Elon Musk com o Twitter, o Mastodon vem ganhando muitos usu√°rios nos √ļltimos meses e, praticamente todo mundo, pensa que ele √© apenas um clone do Twitter. √Č normal pensar isso‚Ķ A limita√ß√£o de caracteres e at√© a forma que a interface padr√£o se apresenta, nos fazem pensar ser este realmente o caso.

Só que a coisa não é bem assim. E, ainda bem, não precisei de 5 anos para aprender isso. O Mastodon é algo completamente diferente do Twitter (francamente, bem melhor também); bem fácil e divertido de usar.

Para come√ßar, uma coinsidera√ß√£o importante. O Mastodon faz parte do Fediverso, uma verdadeira constela√ß√£o de servi√ßos que funcionam em cima de um protocolo chamado ActivityPub, criado pelo W3C e que permite que conte√ļdo em diferentes formatos seja distribu√≠do pela internet.

O Mastodon √© um destes servi√ßos, mas n√£o √© o √ļnico. Existem servi√ßos de m√≠dia social que funcionam em cima do ActivityPub dedicados a imagens e v√≠deos, por exemplo. O Mastodon √© apenas um deles, que permite atualiza√ß√Ķes em formato de texto e postagem de diferentes formatos de m√≠dia.

Pois bem, Este é o básico da coisa relacionada ao ActivityPub. Se quiser saber mais sobre o ActivityPub, pode seguir este link.

Para entender e usar o Mastodon, no entanto, voc√™ n√£o precisa saber isso a fundo. Basta entender que, sendo constru√≠do tendo como base este protocolo (ActivityPub), o Mastodon √© uma plataforma de m√≠dia social federada e aberta. Por federada, entenda que cada um pode criar uma inst√Ęncia (ou servidor) e ligar este servidor √† federa√ß√£o, fazendo com que o conte√ļdo dos demais servidores federados seja acessado por quem estiver em sua inst√Ęncia e vice-versa (o conte√ļdo postado em sua inst√Ęncia ser√° visualizado / acessado por quem estiver vinculado √†s outras inst√Ęncias federadas).

Isso proporciona um cen√°rio bem interessante. Cada administrador de inst√Ęncia pode definir regras pr√≥prias e tamb√©m √© respons√°vel pela gest√£o de usu√°rios e, claro, pelo funcionamento deste pedacinho da rede. E como a rede √© federada, os servidores se comunicam entre si e todo mundo pode ver o que √© postado em outros servidores e interagir com outros usu√°rios.

Funciona mais ou menos como o e-mail. O meu servidor de e-mail (caiocgo.net) tem regras específicas de tamanho de anexos e espaço de armazenamento para mensagens. Estas regras podem ser diferentes das do Gmail, do iCloud, do UOL ou do Yahoo. No entanto, pessoas que tenham e-mail criado em cada um destes serviços podem mandar mensagens para pessoas nos outros servidores sem problemas. Fazemos isso há anos, certo? No Mastodon é a mesma coisa. Cada servidor tem algumas particularidades mas, desde que vinculados à federação, os usuários podem interagir livremente.

Pois bem, os diferentes servidores / inst√Ęncias do Mastodon podem permitir – por exemplo – o ingresso apenas de um tipo de usu√°rio (pense em uma inst√Ęncia de uma Universidade, que pode permitir cadastro apenas de membros da comunidade acad√™mica), estabelecer regras de postagem e conduta pr√≥prias, definir limites de caracteres, permitir ou proibir tipos espec√≠ficos de m√≠dia e por a√≠ vai. Isso pode ser bacana porque h√° a possibilidade de voc√™ restringir a visualiza√ß√£o ou resposta a determinados posts apenas para membros da inst√Ęncia (ou para seus seguidores)‚Ķ De qualquer forma, uma coisa √© importante refor√ßar: os membros de uma inst√Ęncia com ingresso restrito (como no exemplo que dei, de uma Universidade) poder√£o seguir e ser seguidos por todos do fediverso (como √© chamado este grande ambiente de servidores participantes da federa√ß√£o) normalmente.

Muitas pessoas colocam esta quest√£o das inst√Ęncias como um elemento complicador do Mastodon. No entanto, explicando dessa forma, a coisa fica bem simples, n√©? A gente escolhe um servidor para se vincular a partir de quesitos que podem ser nossos (fazer parte de uma comunidade, por exemplo, ou ter interesse em conhecer pessoas de um determinado grupo) ou mesmo por quesitos que sejam particulares da inst√Ęncia (escolher participar de uma inst√Ęncia que tenha um limite maior de caracteres nas postagens, por exemplo ou mesmo ser empregado de uma empresa que criou uma inst√Ęncia) e manda brasa na intera√ß√£o.

Uma coisa que falei acima √© relevante explorar mais: conhecer pessoas de um servidor / inst√Ęncia. Isso porque no Mastodon as postagens s√£o visualizadas em tr√™s poss√≠veis timelines m√≠nimas (falo ‚Äúm√≠nimas‚ÄĚ porque voc√™ pode escolher seguir hashtags e ter ainda mais timelines). Estas tr√™s s√£o: A sua timeline (chamada HOME) em que aparecem as postagens de todas as pessoas que voc√™ segue. A segunda timeline √© a do servidor (chamada LOCAL), onde voc√™ pode ver todas as postagens marcadas como p√ļblicas de pessoas da sua inst√Ęncia. A terceira √© bem ampla (chamada FEDERADA) e mostra todas as postagens marcadas como p√ļblicas de todas as pessoas vinculadas aos servidores que est√£o conectados ao seu. Isso quer dizer que estas tr√™s timelines tendem a ser bem movimentadas, de forma crescente, percebe?

Ah, e j√° que estou explicando isso, vale aprofundar em um tema que toquei acima: as postagens marcadas como p√ļblicas. Isso porque no Mastodon, voc√™ pode marcar as postagens como restritas. Da√≠ apenas quem te segue vai ver a postagem. Assim voc√™ n√£o ter√° suas postagens selecionadas visualizadas nas timelines LOCAL e FEDERADA de ningu√©m. A n√£o ser que voc√™ sinalize. Tudo isso √© configur√°vel para as pessoas, o que d√° uma liberdade enorme ao usu√°rio do Mastodon. Al√©m de poder marcar as postagens como p√ļblicas ou privadas, voc√™ pode estabelecer o idioma da postagem (porque, de igual maneira, voc√™ pode escolher visualizar apenas postagens de um idioma especificado) ou mesmo trancar seu perfil, para que apenas quem voc√™ aprove possa te seguir. Ou seja: o usu√°rio tem controle de muita coisa no Mastodon.

Entendendo estes pontos básicos, dá para ver que é uma plataforma de mídia social com bastante versatilidade e potencial, não é?

Ficou com vontade de usar o Mastodon? A primeira coisa a fazer √© criar a sua conta. A melhor forma de fazer isso √© acessando joinmastodon.org onde voc√™ poder√° fazer uma filtragem de servidores e encontrar o seu servidor preferido. N√£o se preocupe pois esta escolha n√£o √© definitiva. Voc√™ poder√° migrar depois. Eu mesmo j√° migrei quatro vezes (comecei em 2017 no mastodon.cloud, depois migrei pro mastodon.online, em seguida fui pra ursal.zone, depois pra social.vivaldi.net e agora estou no mastodon.social). Quando voc√™ migra de servidor, voc√™ leva sua lista de seguidores e a lista de perfis que voc√™ segue. Apenas os posts n√£o s√£o migrados tamb√©m. √Č tudo muito simples.

Pois bem. Escolhido o servidor, basta fazer o seu cadastro. Recomendo enfaticamente que este processo seja feito pelo navegador em um computador. Depois de criada a conta, você pode acessar o seu servidor pelo navegador e também usar um dos vários clientes de mastodon disponíveis. Há clientes para todas as plataformas e com funcionalidades / visuais distintos. Os clientes nativos (oficiais) para Android e iOS são bem bacanas. No iOS eu uso Mona. Mas já usei muito o Metatext, que acho bem bacana (o Metatext permite editar postagens depois de publicadas, o que eu acho muito legal, visto que vivo cometendo erros de digitação) e tem também o Woolly e o IceCubes, que são excelentes aplicativos.

Usar o mastodon no smartphone é mais fácil. Os aplicativos fazem o processo de seguir e interagir com pessoas de outros servidores ser bem fácil. No desktop você pode interagir com as pessoas livremente também, mas de vez em quando seguir um perfil pode demandar copiar um URL e colar na barra de busca para poder seguir. Um passo a mais mas que não mata ninguém. A gente se acostuma. Como se não bastasse, você pode escolher também, no navegador, usar a interface básica ou avançada. Muitas pessoas recomendam a interface avançada porque fica parecendo com a interface de alguns clientes de Twitter que as pessoas usavam (TweetDeck).

Como o Mastodon é aberto, há também formas alternativas de acessar via navegador. O Elk (elk.zone) e o Pinafore (pinafore.social) são duas destas formas. Estas iniciativas permitem que você use o mastodon com uma interface diferenciada. Eu gosto muito do Pinafore e, quando estou no computador, acesso por ele.

Veja, abaixo, algumas possibilidades de interface citadas:

Voltando ao uso, o Mastodon √© bastante inclusivo. Toda imagem que voc√™ postar, voc√™ pode colocar um texto de descri√ß√£o. Os administradores de inst√Ęncias enfatizam que isso √© muito importante e recomendam que todos coloquem as descri√ß√Ķes das imagens. Isso acaba ajudando muito. Al√©m disso, cabe ao autor do post indicar que um conte√ļdo √© sens√≠vel e, assim, os leitores s√£o avisados. Voc√™ pode fazer isso com postagens de texto e tamb√©m com postagens de imagens. Olha que bacana! Claro, nos aplicativos (e tamb√©m na interface web) voc√™ pode configurar para marcar tudo como sens√≠vel ou ent√£o visualizar todo conte√ļdo sem precisar dar mais um clique.

Sobre a din√Ęmica da plataforma, entenda que uma coisa √© muito legal: o Mastodon n√£o tem interfer√™ncia no sortimento e ordena√ß√£o das postagens por meio de algoritmos. Isso faz da plataforma um ambiente muito bacana para intera√ß√£o. Voc√™ ver√° tudo o que os perfis que voc√™ segue postam e vice-versa. Todas as suas postagens p√ļblicas ser√£o visualizadas por todos que te seguem. Al√©m disso h√° os boosts, que s√£o os impulsionamentos. Voc√™ pode replicar uma postagem de algu√©m para os seus seguidores. Isso √© bem legal para fazer uma mensagem chegar a um p√ļblico maior. Tem tamb√©m, claro, os coment√°rios, que permitem que voc√™ interaja com os autores dos posts e com quem por ventura j√° tenha comentado l√°. Por fim, h√° os favoritos, que, embora n√£o amplifiquem uma mensagem, sinalizam ao autor que voc√™ gostou daquilo.

Evidentemente voc√™ pode usar as respostas √†s postagens para construir threads (fios), da mesma forma que no Twitter. De igual maneira h√° tamb√©m as mensagens diretas (DMs, que podem ser individualizadas ou em grupo). Sobre as mensagens, uma coisa importante: elas n√£o s√£o criptografias e o adm da inst√Ęncia poder√° acessar. Ent√£o, vale a recomenda√ß√£o de jamais colocar informa√ß√£o sens√≠vel em uma DM (mas isso vale para qualquer plataforma).

Pois bem. Acho que isso é bem o básico, né? O lance agora é criar a conta e começar a interagir. Há serviços legais como o movetodon (www.movetodon.org) em que você pode ver quais pessoas que segue no Twitter já estão no Mastodon e segui-las por lá também. A migração fica bem simples e fácil.

Há outros textos e guias bem bacanas para ajudar a usar o Mastodon. Este Рem vídeo Рdo Manual do Usuário é muito bom. Também tem um guia da URSAL bem legal. Vale a leitura! Ah, e se pensar em algo para complementar, pode usar os comentários a esta postagem.

Espero te ver no Mastodon!